Chilenos celebram Allende nos 40 anos do golpe militar

Milhares de pessoas saíram às ruas de Santiago neste domingo em direção ao Memorial do Prisioneiros Desaparecido para marcar os 40 anos do golpe militar que derrubou o governo do presidente Salvador Allende e deu início a uma ditadura que durou 17 anos e deixou um rastro de milhares de dissidentes mortos.

AE, Agência Estado

08 de setembro de 2013 | 16h49

Empunhando milhares de cartazes com fotografias de cada uma das 3.095 pessoas assassinadas pela ditadura, a multidão avançou por mais de 20 quadras nas proximidades do Palácio de La Moneda, onde Allende suicidou-se para não cair nas mãos dos militares golpistas que invadiram a sede do governo em 11 de setembro de 1973.

A manifestação transcorreu pacificamente durante a maior parte do tempo, mas houve choques entre um grupo de algumas dezenas de manifestantes mascarados e policiais perto do memorial onde se encerraria a passeata. Os encapuzados atiraram pedras e bombas incendiárias na polícia, que revidou com bombas de gás lacrimogêneo. Um grupo tentou incendiar uma agência bancária e um posto de gasolina, mas foi contido pela polícia. Não há informações iniciais sobre detidos ou feridos. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Chileaniversáriogolpeditadura

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.