Edgard Garrido/REUTERS
Edgard Garrido/REUTERS

Chilenos protestam contra repressão policial em três meses de crise

Manifestantes marcharam em silêncio para condenar abuso que dizem sofrer de parte dos agentes de segurança

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2020 | 23h22

SANTIAGO - Mais de mil pessoas se reuniram neste sábado, 18, em Santiago para denunciar a repressão policial durante os protestos que há três meses têm mergulhado o Chile em uma crise social sem precedentes desde o retorno à democracia em 1990. Convocados na já famosa Praça Itália, o epicentro das concentrações desde que começou a eclosão social de 18 de outubro e foi renomeada como Praça Dignidade, iniciaram uma marcha que avançou pela avenida Alameda, a principal via de Santiago.

Os manifestantes marcharam em silêncio como forma de condenar o abuso que dizem sofrer de parte dos agentes de segurança do Estado, que usam gás lacrimogêneo, jatos d'água, projeteis de borracha que atiram contra os manifestantes, mas cujo uso foi suspenso em novembro após as lesões oculares que causaram, tudo para conter os protestos.

Os manifestantes, a maioria vestidos de preto, chegaram a poucos metros do Palácio de La Moneda, sede da Presidência, e depois repetiram canções e palavras de ordem contra o  presidente Sebastián Piñera, cujo apoio caiu a 6% segundo uma última pesquisa. A marcha terminou de forma pacífica, mas na Praça Itália, manifestantes enfrentaram a polícia em incidentes que avançaram pela noite. /AFP

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