China: 14 dos dirigentes presos por corrupção tinham amantes

Prática é comum no país entre os homens que conseguem um alto cargo econômico ou político

EFE

03 de setembro de 2007 | 06h35

Quatorze dos 16 altos funcionários governamentais detidos nos últimos meses por corrupção possuíam amantes, às quais não duvidavam em agradar utilizando recursos públicos, informa nesta segunda-feira a imprensa local. Além disso, dez desses responsáveis venderam terras a preços baratos em troca de subornos das imobiliárias ou desviaram fundos públicos para projetos de construções lucrativas, segundo dados de uma exposição contra a corrupção que está percorrendo Pequim. Entre os casos mais famosos, o ex-líder político de Xangai, Chen Liangyu, envolvido no escândalo dos fundos de previdência da cidade, tinha várias amantes, entre elas uma "top model" e uma alta funcionária pública, diz a agência "China News Service". O ex-diretor do Birô Nacional de Estatísticas, Qiu Xiaohua, implicado no mesmo caso, aceitou um apartamento para sua amante e para o filho que tinha tido com ela como presente do empresário Zhang Rongkun, outro dos acusados no maior escândalo de corrupção do país na última década. O ex-tenente de prefeito de Pequim, Liu Zhihua, encarregado das obras olímpicas e destituído em junho de 2006 por corrupção, "ficou no caminho por causa de uma confusão de saias", publica o jornal "South China Morning Post". Faltando pouco mais de um mês para o Congresso do Partido Comunista da China, Pequim está envolvida em um combate contra a endêmica corrupção governamental que, segundo reconheceram os líderes, ameaça o próprio mandato da formação que governa o país desde 1949. Ter amantes e concubinas é comum no país entre os homens chineses que conseguem um alto cargo econômico ou político, o que faz de sua erradicação uma tarefa complexa. Por isso, em junho entrou em vigor uma nova lei que proíbe os funcionários públicos, entre outras coisas, de ter amantes, contratar serviços de prostitutas ou abandonar suas famílias.

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