China: 64 fábricas são fechadas após incêndio que matou 37

Cerca de 110 mil chineses morreram em 2006 em acidentes de trabalho

EFE,

27 de outubro de 2007 | 06h41

A Prefeitura de Putian (província sudeste de Fujian) decidiu fechar 64 pequenas fábricas de calçado na cidade, onde um incêndio em uma delas matou 37 pessoas na semana passada, informou neste sábado, 27, a imprensa estatal. A Prefeitura informou que nas inspeções realizadas em todas as fábricas da cidade por causa do acidente foram descobertas falhas de segurança em muitas delas, o que levou ao seu fechamento temporário. As falhas são similares às apresentadas pela fábrica Feida, onde um incêndio no último dia 21 consumiu seus seis andares e deixou 37 mortos e 19 feridos. Além disso, as fábricas "produziam falsificações, evadiam impostos e eram alvo de fortes disputas trabalhistas", reconheceu o vice-prefeito da cidade, Ruan Jun, ao divulgar o resultado das investigações. O Governo local assegurou que no ano passado ordenou aos proprietários da fábrica acidentada - um casal da cidade - que interrompessem a produção e melhorassem as condições de segurança do local, onde oficinas e armazéns estavam no mesmo edifício, o que aumentava o risco de incêndio. O casal, que não obedeceu a essas ordens, foi detido após o acidente, enquanto o responsável de segurança do trabalho do distrito onde ocorreu o fato foi destituído. Com mais de 200 fábricas do setor, Putian é um dos principais centros de produção de calçado na China, país que destina grande parte destes produtos à exportação. Cerca de 110 mil chineses morreram em 2006 em acidentes de trabalho, segundo os últimos dados da Administração Estatal de Segurança do Trabalho.

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