China abre oficialmente área de livre comércio em Xangai

A tão apregoada "Área de Livre Comércio" em Xangai abriu oficialmente neste domingo, mas os detalhes de como o projeto vai funcionar na prática permanecem escassos. O Conselho Estatal da China, ou Gabinete, tinha dito que a área seria lançada oficialmente na próxima terça-feira.

Agência Estado

29 de setembro de 2013 | 11h29

A cerimônia de abertura foi restrita, visto que o projeto já tinha sido amplamente promovido pelo primeiro-ministro da China, Li Keqiang. O ministro do Comércio chinês, Gao Hucheng, foi o funcionário mais importante a participar do evento.

A lista de setores que são fechados para investimento estrangeiro na área de livre comércio deverá ser divulgado ainda neste domingo, com o entendimento que os investidores estrangeiros em todos os setores não serão submetidos ao processo de aprovação complicado que é padrão na China atualmente para setores que estão abertos ao capital externo.

A área de livre comércio permitirá totalmente que bancos controlados por estrangeiros estabeleçam unidades na China pela primeira vez na história. Dez bancos, dos quais oito são chineses e dois, estrangeiros, já receberam aprovação para abrir filiais na área de livre comércio, afirmaram funcionários em uma coletiva de imprensa para marcar a abertura do projeto. Entre esses bancos, estão o Citigroup e o Banco de Desenvolvimento de Cingapura, bem como todas as maiores instituições chinesas.

Os bancos na área de livre comércio deverão ter mais liberdade para estabelecer taxas de juros e comércio de câmbio, embora os detalhes ainda não tenham sido anunciados. Se uma moeda receber autorização para flutuar livremente na área, os reguladores terão de estabelecer uma "proteção" para evitar que ela atinja a economia doméstica, que está sujeita a estritos controles de capital estrangeiro.

Os funcionários também disseram que vão "otimizar" a proporção exigida entre depósitos e empréstimos dos bancos na área de livre comércio, embora não tenham sido fornecidos detalhes adicionais. O aumento da proporção permitirá que os bancos emprestem mais para cada yuan em depósitos, fornecendo apoio ao crescimento, embora de isso possa introduzir mais riscos para o sistema financeiro.

Outras medidas anunciadas até agora incluem o fim da proibição da China sobre consoles de videogames, permitindo que empresas estrangeiras fabriquem esses aparelhos dentro da área de livre comércio para então vendê-los em toda a China, bem como um plano para permitir que hospitais, empresas de entretenimento e operações de administração de transporte marítimo possam ser controladas por empresas estrangeiras.

Os reguladores também planejam promover o desenvolvimento de uma mercado de negociação de futuros de petróleo, que não existe na China atualmente. As empresas de ativos mobiliários e futuros na área de livre comércio terão autorização para fazer negociação de balcão em commodities e derivativos financeiros no mercado doméstico. A China promete há muito tempo liberalizar seu mercado de futuros. No entanto, o anúncio mais recente não estabeleceu um prazo específico para a liberalização. Fonte: Dow Jones Newswires.

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