China aceita condições da Austrália em transferência de urânio

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que realiza visita oficial à Austrália, indicou hoje que seu país aceitará as condições a serem estabelecidas pelo Governo australiano para a comercialização de urânio com Pequim. A manifestação do dirigente chinês ocorre depois de o primeiro-ministro australiano, John Howard, ter dito que caso seu país decida vender urânio à China o Governo de Canberra terá certeza de que o elemento será utilizado para fins pacíficos. "Em nossa cooperação bilateral deveríamos estabelecer proteções sistemáticas e institucionais básicas e estáveis a longo prazo", afirmou Wen Jiabao diante de um grupo de funcionários chineses e australianos em Perth, capital do estado da Austrália Ocidental, segundo a agência australiana de notícias "AAP". O Governo de Pequim espera fechar um acordo sobre o repasse do elemento radioativo na visita de Wen Jiabao à Austrália. "Nossa cooperação em recursos e energia ficará assegurada com tais proteções. Em minha visita, os dois Governos assinarão um acordo para o uso pacífico de energia nuclear e para as proteções relativas à energia nuclear", acrescentou o governante chinês. A China, país mais povoado do mundo com cerca de 1,3 bilhão de habitantes, é a segunda nação que mais consome energia no mundo. A Austrália conta com as maiores reservas de urânio do planeta.

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