China adia reabertura do Tibete a turistas

Após os protestos tibetanos em 14 de março, turistas foram confinados por vários dias em hotéis da cidade

EFE,

19 de abril de 2008 | 05h58

O Governo do Tibete, fechado aos turistas desde os incidentes de 14 de março, confirmou neste sábado, 19, que não reabrirá a região ao turismo internacional no dia 1º de maio, mas assegurou que viajantes estrangeiros poderão visitar o local "em breve". "O birô de turismo do Tibete está trabalhando ao máximo para se preparar para a reabertura de todos os pontos turísticos", assinalou o Governo regional em comunicado publicado pelo jornal estatal "China Daily". Após os protestos tibetanos em Lhasa, em 14 de março, os turistas que se encontravam nessa cidade foram confinados por vários dias em hotéis da cidade, enquanto aumentava a presença de forças da ordem na capital tibetana. Após esses incidentes, os turistas estrangeiros foram conduzidos com escolta a aeroportos como o de Lhasa, de onde foram enviados a Pequim e outras cidades chinesas. A China, que exige aos turistas estrangeiros uma permissão especial para entrar no Tibete, decidiu desde então não expedir mais documentos deste tipo, alegando razões de segurança. No começo de abril, anunciou que no dia 1º de maio o Tibete voltaria a receber turistas, mas decidiu adiar essa reabertura. Responsáveis da agência de viagens estatal chinesa CITS, uma das que tramita permissões para estrangeiros que viajam ao Tibete, confirmaram à Agência Efe que não há por enquanto excursões do turismo internacional, mas asseguraram que em 30 de abril viajantes chineses visitarão a região.

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