China admite que investigou 78 jornalistas por 'más práticas'

Organismo do governo condenou 7 profissionais; notícias falsas e fraudes foram os principais motivos

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 15h19

A Administração Geral de Imprensa e Publicações da China (GAPP, na sigla em inglês) comunicou nesta segunda-feira, 18, que investigou por "más práticas" 78 jornalistas chineses e condenou sete deles no ano passado, informou o site chinês CNR.

 

A entidade, encarregada de regular e controlar os meios de comunicação chineses, não explicou em que consistiram as penas impostas nem os motivos que levaram a abrir as investigações. "A GAPP mantém históricos dos repórteres que violaram as regras e determinações", limitou-se a advertir o órgão.

 

O organismo censor, que no ano passado fechou mais de 15 mil sites por mostrar conteúdos pornográficos, assegurou que em 2010 os esforços continuarão destinados a localizar as notícias "falsas" e a perseguir os repórteres que se beneficiem economicamente de suas notícias ou queiram "influenciar" com elas.

 

Segundo os dados oficiais, a GAPP recebeu 184 denúncias de más práticas em 2009, a maioria das quais sobre notícias falsas ou interessadas e de fraudes jornalísticas.

 

Organizações pró-direitos humanos como Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Human Rights Watch (HRW) consideram a China como um dos países de maior censura à imprensa e que conta o maior número de jornalistas presos, com mais de 20 jornalistas presos do total de 125 no mundo.

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