REUTERS / David Kirton
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China adota lei para reduzir tarefas escolares

Nova medida, que entrará em vigor em janeiro de 2022, limita os deveres das escolas e cursos extracurriculares, com objetivo de amenizar o grande peso sofrido pelos alunos

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2021 | 13h15

PEQUIM- A China promulgou uma lei neste sábado, 23, que limita as matrículas e cursos após as aulas, uma iniciativa que visa reduzir a grande pressão sobre os alunos, segundo a mídia oficial chinesa.

Para proteger os jovens, o governo chinês aprovou várias normas paternalistas nos últimos meses, a fim de combater as atividades que considera prejudiciais ao desenvolvimento das crianças.

Anteriormente, havia banido menores de videogames por mais de três horas por semana para combater o vício e reduzido drasticamente o uso de aulas particulares.

Nas últimas semanas, o governo também adotou medidas mais ideológicas contra a idolatria das celebridades, principalmente em relação a programas de televisão com artistas considerados "vulgares" e "afeminados".

A partir de agora, as autoridades locais devem "fortalecer sua supervisão para que a carga dos alunos em termos de matrículas e cursos extra-escolares seja reduzida", disse a agência oficial Xinhua, referindo-se à lei aprovada neste sábado pelo Parlamento.

“Os pais (...) devem distribuir de forma razoável o tempo dedicado aos estudos, descanso, diversão e atividade física dos menores, de forma a não sobrecarregar o aprendizado e evitar qualquer dependência da internet”, diz o texto. .

Esta lei chamada de "promoção da educação familiar" entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2022.

O sistema escolar da China é muito seletivo. Os chineses se preparam desde a infância para passar, aos 18 anos, no vestibular, no qual se determina se o aluno tem acesso ao ensino superior e em qual estabelecimento.

Nesse contexto, muitos pais gastam fortunas para matricular seus filhos nas melhores escolas ou fazer aulas particulares, o que afeta suas finanças e a saúde de seus filhos.

Diante do envelhecimento da população, um efeito colateral de décadas de políticas altamente restritivas de controle de natalidade, a China agora tenta reverter a tendência e permitir que os casais tenham até três filhos.

Mas os custos ligados à educação causam relutância por parte dos pais, por isso as autoridades esperam desta forma incentivá-los a procriar, procurando, acima de tudo, reduzir a carga escolar em vários aspectos./AFP

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