China ajudará Paquistão na construção de duas usinas nucleares

Com fins pacíficos, novas instalações produzirão 680 megawatts de energia; país tem grande déficit energético

Efe,

18 de outubro de 2008 | 10h38

O governo chinês impulsionará a construção de duas usinas nucleares para a geração de energia de uso civil no Paquistão, anunciou neste sábado o ministro de Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi. Qureshi explicou que o Paquistão obteve "resultados muito positivos" da visita oficial de quatro dias de uma delegação governamental liderada pelo presidente, Asif Alí Zardari, à China. As instalações nucleares ajudarão o Paquistão a produzir 680 megawatts de energia que contribuirão para enfrentar a escassez de aproximadamente 5.500 megawatts no país, segundo a emissora local Geo TV. O Paquistão tem um grande déficit energético há quase seis meses, que se reflete nos cortes do fornecimento de energia por mais de dez horas por dia em algumas cidades. Qureshi acrescentou que a China ajudará economicamente o Paquistão, que neste momento dispõe de poucas reservas de divisa estrangeira e poderia ter problemas a curto prazo para suas importações de petróleo e alimentos. No entanto, o chefe da diplomacia paquistanesa não informou o valor dessa ajuda, que se somará à que está sendo negociada nos últimos dias pelo governo local com outros países e instituições. Islamabad e Pequim assinaram vários acordos para incentivar a cooperação no setor bancário, a criação de zonas industriais e a cooperação científica, informou a agência estatal APP. Segundo Qureshi, a visita teve como objetivo "fortalecer a relação estratégica" entre os dois países. Durante a visita também ficou decidido que Zardari viajará à China a cada três meses para "promover a integração econômica". Paquistão e China mantêm relações muito próximas desde a década de 70, quando o ex-primeiro-ministro Zulfikar Alí Bhutto, pai de Benazir Bhutto e sogro de Zardari, incentivou as relações com Pequim com o objetivo de estabelecer uma aliança estratégica.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.