China alerta Estados Unidos contra venda de armas a Taiwan

Uma importante autoridade do Partido Comunista da China evitou usar uma retórica com tom de ameaça em um alerta feito neste sábado, 3 a separatistas taiwaneses. Enquanto isso, outro representante do governo chinês avisou para os Estados Unidos não venderem armas à ilha. "Oponham-se firmemente e contenham as forças separatistas de Taiwan, e protejam e promovam o desenvolvimento pacífico e estável das relações chinesas com o estreito", disse Jia Qinglin à Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPPCC, na sigla em inglês), um conselho assessor simbólico que se reúne uma vez por ano. Também neste sábado, autoridades chinesas fizeram um alerta ao sub-secretário de Estado dos Estados Unidos, John Negroponte, que está visitando a China, sobre vendas de armas para Taiwan. A ilha realizará uma eleição em 2008 para escolher o sucessor do presidente Chen Shui-bian, cujas medidas em direção à independência enfureceram Pequim. Esperando que um candidato favorável a uma reunificação seja eleito, o governo chinês tem sido cauteloso com a escolha de palavras sobre Taiwan. Pequim diz que a reunificação com Taiwan é uma meta nacional suprema e rejeita qualquer possibilidade de total independência da ilha, que se separou do controle continental depois que forças nacionalistas fugiram para lá em 1949. Interrupção de vendas A China tem afirmado que não exclui a possibilidade de usar forças armadas se Taiwan optar por total independência, mas Jia evitou usar tais termos em seu discurso diante de centenas de simpatizantes do Partido Comunista. Jia, um membro do círculo interior do Partido Comunista e que tem visto sua reputação ser manchada por denúncias de corrupção no passado, disse que a China quer manter relações com Taiwan para "desenvolvimento em uma direção pacífica e estável". O vice-ministro de Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, afirmou a Negroponte que Washington deveria interromper as vendas de armas para Taiwan. O Pentágono disse ao Congresso dos EUA esta semana que tinha aprovado uma possível venda de até 421 milhões de dólares em mísseis que seriam usados em jatos F-16 de Taiwan. "Não enviem sinais incorretos para as forças separatistas de Taiwan e junto com a China protejam a paz e a estabilidade do estreito de Taiwan", disse Yang a Negroponte, que chegou a Pequim no sábado para uma visita de dois dias. Washington reconhece a China e não tem relações diplomáticas com Taiwan, mas é obrigado, segundo o Ato de Relações com Taiwan, a ajudar a ilha a se defender. Na segunda-feira, o Parlamento Nacional da China também realizará sessão anual.

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