EFE/EPA/SERGEI CHIRIKOV
EFE/EPA/SERGEI CHIRIKOV

China alerta Japão, Coreia do Sul e Austrália sobre instalação de mísseis americanos

Novo chefe do Pentágono revelou que os EUA querem instalar novos mísseis na Ásia para frear a influência da China

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2019 | 01h43

PEQUIM - A China alertou nesta terça-feira, 6, os Estados Unidos sobre a instalação de mísseis na região da Ásia e do Pacífico.  Fu Cong, diretor do departamento de Controle de Armas da chancelaria chinesa, aconselhou os países da zona - especialmente Japão, Coreia do Sul e Austrália - a observarem as medidas com "prudência".

"A China não ficará de braços cruzados e será obrigada a adotar medidas caso os Estados Unidos posicionem mísseis de médio alcance nessa região do mundo", advertiu Cong. "Apelamos aos países vizinhos para que mostrem prudência e não permitam a instalação de mísseis americanos em seu solo, pois isso não estaria de acordo com sua própria segurança nacional."

No último sábado, 3, o novo chefe do Pentágono, Mark Esper, revelou que o governo dos Estados Unidos quer instalar rapidamente novos mísseis na Ásia, se possível nos próximos meses, para frear a influência da China na região.

Esper não precisou onde os EUA pretendem instalar os mísseis, mas o secretário de Defesa visitará Austrália, Nova Zelândia, Japão, Mongólia e Coreia do Sul em breve.

Tratado sobre mísseis nucleares

Estados Unidos e Rússia abandonaram na semana passada o tratado de desarmamento nuclear Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), com uma troca de acusações sobre que lado não cumpriu o pacto.

Acordo emblemático assinado ao final da Guerra Fria, o tratado limitou o uso de mísseis com um alcance de entre 500 e 5.500 quilômetros. 

Fora do INF, os Estados Unidos estão livres para tratar de conter o arsenal da China, que inclui modelos proibidos por esse tratado, que Pequim não firmou. / AFP

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