China alerta população sobre tempestade de areia no norte do país

Autoridades pedem uso de máscaras e roupas protetoras para evitar prejuízos à respiração

Agência Estado

22 de março de 2010 | 12h37

 

PEQUIM - A China advertiu moradores de uma grande porção no norte do país, incluindo a capital, Pequim, para que evitem sair de casa nesta segunda-feira, 22. O motivo é uma tempestade de areia, que forma um véu de poeira amarela sobre a região. A administração meteorológica afirma que a tempestade de areia vinda do deserto de Gobi, na sexta-feira, continuará a atingir partes do norte da China, em uma faixa que vai da província de Xinjiang, no oeste, a Pequim.

"Nós avisamos aos amigos nessas áreas para reduzir suas atividades ao ar livre o máximo possível", afirmou a entidade em seu site. "Quando você sair, por favor vista itens para se proteger contra a areia, como roupas de algodão, máscaras e óculos, para evitar que a areia prejudique seus olhos e o sistema respiratório."

 

As tempestades de areia ocorrem todos os anos no árido norte chinês na primavera local, quando as temperaturas começam a subir. Nesse período, nuvens de poeira podem viajar por meio da China, chegando a Coreia do Sul e Japão e até mesmo aos EUA.

Os cientistas apontam que o problema ocorre por causa de uma combinação de devastação de florestas, secas prolongadas e o aumento da desertificação resultante no sul do país. O impacto da tempestade de areia chegou a Hong Kong e ao sul da China, onde o governo afirmou que ela contribuiu para o recorde negativo de poluição do ar, registrado nesta segunda.

 

No sábado, autoridades de Pequim emitiram um raro alerta 5 de poluição, sinalizando para as condições perigosas. O departamento respiratório do Hospital Chaoyang, um dos maiores da capital, informou que recebeu mais de 180 pessoas com problemas de saúde, segundo a imprensa estatal. Esse número é 20% maior que a média de um dia comum.

A capital ainda está envolta em uma fumaça amarelo-mostarda hoje. Moradores reclamavam da tosse e dos narizes irritados pela poeira, apesar de as autoridades afirmarem que a tempestade de areia perdia força. O fenômeno ocorre simultaneamente ao aumento da seca no sudoeste do país, dificultando o acesso de aproximadamente 20 milhões de pessoas à água potável. As informações são da Dow Jones.

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