China alivia planejamento familiar, mas manterá controle

A China não tem intenção de abandonar em breve o controle sobre o planejamento familiar, apesar de ter anunciado que vai aliviar a polícia do filho único, informou um porta-voz do governo nesta terça-feira, acrescentando que a polícia pode ser ainda mais suavizada no futuro.

Agência Estado

19 de novembro de 2013 | 12h34

Manter baixas as taxas de natalidade chinesas continua a ser uma prioridade de longo prazo para o desenvolvimento do país, afirmou Mao Qunan, porta-voz da Comissão de Planejamento Familiar e Saúde Nacional, a jornalistas estrangeiros em Pequim.

"O planejamento familiar funciona, não apenas no passado, mas mesmo agora com o ajuste da política. O planejamento familiar é uma política nacional na China", disse Mao. "O controle da população e a manutenção da baixa taxa de fertilidade é uma missão de longo prazo."

O Partido Comunista anunciou na sexta-feira que vai permitir que casais tenham dois filhos se um dos pais for filho único. Antigamente, pai e mãe tinham de ser filhos únicos para se qualificarem para a exceção. Casais da área rural também têm permissão para ter dois filhos se o primeiro for uma menina.

O porta-voz disse que cada província vai publicar a nova regra em seu próprio período de tempo, dependendo de suas próprias condições. Especialistas estimam que cerca de 1 milhão de novos nascimentos vão ocorrer a cada ano nos primeiros anos, além dos 16 milhões de bebês que nascem anualmente na China.

O governo diz que a política do filho único, que evitou o nascimento de centenas de milhares de bebês, ajudou a retirar uma enorme quantidade de famílias da pobreza, pois aliviou a pressão sobre os limitados recursos do país.

Mas a abrupta queda na taxa de natalidade está elevando a média da idade da população de 1,3 bilhão de pessoas. Demógrafos preveem uma crise iminente porque a política do filho único reduziu a força de trabalho jovem que deve da apoio à geração mais velha quando ela se aposentar.

Perguntado se ou quando a China vai retirar completamente o controle de planejamento familiar, Mao disse que a política continuará a ser "ajustada e melhorada", mas que "não posso prever quando cada família será capaz de voltar totalmente a um estado natural".

Mao disse esperar que o governo central continue a ajustar os controles de planejamento familiar de acordo com as mudanças populacionais e demandas públicas. Fonte: Associated Press.

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