China amplia medidas para evitar manifestações políticas

As chinesas Zhang Wei e Ma Xiulan, que fizeram protestos em Pequim sobre as mortes na Praça da Paz Celestial, ocorridas em 1989, foram tiradas de suas casas e levadas hoje a uma delegacia de polícia. Também hoje, funcionários da imigração deportaram três ativistas norte-americanos que chegaram a Hong Kong e não conseguiram o visto de entrada no país. Os esforços são parte das amplas medidas de segurança adotadas por autoridades chinesas empenhadas em mostrar ao mundo o país como uma potência mundial moderna. No entanto, com todos os olhos voltados para Pequim, ativistas que lutam por mais liberdade e respeito aos direitos humanos, têm intensificado os protestos para divulgar suas causas. O governo chinês tem se esforçado, inclusive, para manter fora do país estrangeiros que poderiam protestar, como é o caso do patinador de inverno norte-americano Joey Cheek, fundador do ''Time Darfur'', um grupo de atletas que realiza campanhas contra o massacre étnico praticado na guerra civil do Sudão, que já deixou pelo menos 200 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados desde 2003. O governo chinês mantém boas relações diplomáticas com o Sudão, o que poderia levar Cheek a aproveitar a Olimpíada para novas manifestações.LulaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um dia cheio hoje em Pequim. E aproveitou sua presença na China, onde foi acompanhar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos - marcada para acontecer na sexta -, para fazer campanha pela candidatura do Rio à sede da Olimpíada de 2016. "Estou aqui para ajudar o Brasil a ganhar a medalha que é levar a Olimpíada de 2016 para o Rio de Janeiro", afirmou Lula, que chegou a vestir o uniforme da candidatura brasileira durante sua visita à Vila Olímpica de Pequim.No começo do dia, Lula teve encontros oficiais com o presidente da Assembléia Nacional da China, Wu Bangguo, e com o presidente da China, Hu Jintao. E aproveitou a ocasião para pedir o apoio chinês para a candidatura do Rio. Depois, Lula visitou a Vila Olímpica, onde conheceu as instalações do local e conversou com alguns integrantes da delegação brasileira. "Eu penso que esse tipo de contato motivador deveria fazer parte do nosso cotidiano. Esses atletas são pessoas que passam o ano representando o Brasil ao redor do mundo e merecem nossa admiração", disse o presidente. No final do dia, Lula ainda passou na Casa Brasil, projeto montado em Pequim para promover a candidatura do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016 - a eleição da sede acontecerá apenas no ano que vem.

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