Bob Edme/AP
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China anuncia que não participará de reunião dos 'Amigos do Povo Sírio'

Decisão de Pequim se alinha à da Rússia, que anunciou que também boicotará o evento

estadão.com.br,

05 de julho de 2012 | 16h00

Texto atualizado às 17h15 PARIS - A China anunciou nesta quinta-feira, 5, que não participará da reunião dos Amigos do Povo Sírio, que ocorre amanhã em Paris para negociar uma saída diplomática para o conflito no país. Pequim aderiu a posição da Rússia, que também boicotará o encontro. Os países são os dois principais fiadores do regime de Bashar Assad na comunidade internacional.

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Segundo o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Liu Wei Min, o presidente Hu Jintao descartou a hipótese de assistir à cúpula. "A comunidade internacional deveria se concentrar em implementar o consenso do Grupo de Ação para a Síria em Genebra", disse Liu, em referência ao plano negociado pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, para formar um governo de transição que pode incluir Assad.

Ainda de acordo com o porta-voz, a solução diplomática da crise síria chegou a um ponto crítico. "Para alcançarmos esse objetivo é preciso o esforço consensual com a participação de todos os evolvidos na Síria", acrescentou Liu.

A França e a Grã-Bretanha criticaram a a posição de Moscou e Pequim. Em reunião em Paris, os chanceleres da Grã-Bretanha, William Hague, e da França, Laurent Fabius, prometeram pressionar a ONU por ações mais duras contra a Síria se o plano de transição de governo proposto pelas Nações Unidas não surtir efeito. As principais críticas do secretário de Exterior britânico foram dirigidas à Rússia.

"A Rússia precisa entender que a situação na Síria está à beira do colapso”, disse Hague. "Não há razão para apoiar o regime de Assad."

Para Fabius, se Moscou não abandonar Assad, um líder a seu ver “condenado”, correrá o risco de perder influência na região. “ Os russos têm de entender que estão apoiando um regime condenado e com isso correm o risco de perder influência na região”, declarou. “Ninguém contestaria essa influência se eles colaboram com uma solução.”

Com poder de veto no Conselho de Segurança, Pequim e Moscou têm vetado qualquer tipo de sanção a Assad.

Com Efe e Reuters

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