China aplica novas restrições à internet

A China impôs ontem novas regras para o uso da internet no país. A regulamentação exige que os usuários forneçam seus nomes reais a provedores e dá às empresas que atuam online maior responsabilidade para deletar postagens consideradas proibidas pelas autoridades de Pequim e informar o governo sobre sua existência.

HONG KONG, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2012 | 02h05

A decisão ocorre após, nas últimas semanas, os censores chineses terem aumentado bruscamente as restrições ao mundo virtual - o que tem dificultado a proteção de segredos comerciais de empresas e evitado o acesso da população a sites estrangeiros considerados sensíveis politicamente pelo Partido Comunista.

As novas regras permitem que os usuários continuem a utilizar pseudônimos em suas postagens online, mas apenas se, anteriormente, eles fornecerem seus nomes verdadeiros aos provedores. A medida poderia arrefecer as vibrantes discussões nos microblogs do país.

As autoridades chinesas têm prendido internautas em razão de comentários politicamente sensíveis, como pedidos por uma democracia multipartidária ou acusações contra funcionários do governo.

Recentemente, usuários da rede expuseram uma série de escândalos sexuais e financeiros que levaram à renúncia ou à demissão de pelo menos dez funcionários públicos. Os casos ecoam na imprensa internacional, que relata, principalmente, notícias de acúmulo de riqueza de líderes do PC e suas famílias, assim como as relações extraconjugais de funcionários do partido.

Sites estrangeiros em que essas notícias são publicadas, como o da Bloomberg e o do New York Times, têm sido assiduamente bloqueados e os comentários sobre esses casos, deletados sumariamente. / NYT

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