Taiwan Presidential Office via AP
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China aplicará sanções a empresas dos EUA por venda de armas a Taiwan

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês diz que medidas serão adotada para 'preservar os interesses nacionais', mas não especifica a natureza das sanções

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2019 | 11h42

PEQUIM - A China afirmou nesta sexta-feira, 12, que imporá sanções a empresas dos Estados Unidos envolvidas em uma venda de armas de US$ 2,2 bilhões para Taiwan, uma ilha reivindicada por Pequim. 

"As vendas de armas para Taiwan pelos Estados Unidos constituem uma séria violação das normas fundamentais do direito internacional e das relações internacionais", disse Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em comunicado, sem especificar a natureza das sanções.

A iniciativa de venda acontece em meio a tensões entre Pequim e Washington, que travaram uma guerra comercial desde o ano passado

Taiwan é governada por um governo que se refugiou na ilha depois que os comunistas assumiram o poder na China em 1949, no fim da guerra civil. A China considera a ilha - que não é reconhecido como um Estado independente pela ONU - como parte de seu território.

Washington, que rompeu relações diplomáticas com Taiwan em 1979 para reconhecer o governo de Pequim como o único representante da China, permanece, no entanto, como o aliado mais poderoso da ilha e seu principal fornecedor de armas.

Esta não é a primeira vez que os Estados Unidos autorizam a venda de armas para Taiwan, e cada vez que isso ocorre provoca a ira da China. 

Distúrbios em Nueva York

Apoiadores e críticos da presidente taiwanesa Tsai Ing-wen entraram em confronto nesta sexta em Nova York durante uma visita de dois dias que a política realizada aos EUA, segundo imagens divulgadas pela imprensa de Taiwan.

Os problemas foram registrados na frente do Grand Hyatt, onde Tsai está hospedada.

Os opositores, que agitavam bandeiras da China, gritavam palavras de ordem enquanto avançavam contra os simpatizantes da presidente de Taiwan. As imagens mostram a prisão de pelo menos uma pessoa.

Tsai se encontrou na noite de quinta-feira com representantes dos 17 países que reconhecem a autonomia de Taipei. No sábado, ela visitará Haiti, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia e São Cristóvão e Névis - ilhas caribenha que reconhecem seu governo. / AFP

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