China apoia promessa da Síria de ceder armas químicas

A China saudou nesta quarta-feira a promessa da Síria em renunciar às armas químicas e ceder seu arsenal de gás tóxico, segundo o porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei.

AE, Agência Estado

11 de setembro de 2013 | 08h57

Na terça-feira, o regime do presidente Bashar Assad disse que assinará um tratado da Organização das Nações Unidas que proíbe o uso de armas químicas. Mais tarde, em resposta ao posicionamento sírio, o presidente dos EUA adiou a ameaça de fazer uma ofensiva militar contra a Síria.

"Parabenizamos as recentes declarações do governo sírio", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Hong Lei, em uma coletiva de imprensa regular em Pequim. "Esperamos que todos os lados relevantes possam aproveitar esta oportunidade para resolver o problema da Síria através de meios diplomáticos e políticos", acrescentou.

De acordo com um plano apresentando por Moscou, a Síria deve colocar as armas químicas sob controle internacional, o que atenuou as ameaças de ataques militares lideradas pelos EUA.

Washington acusa as forças do regime de usar armas químicas para matar 1.429 pessoas no mês passado. Os EUA estavam buscando apoio internacional para tomar uma ação punitiva contra Assad.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu que Damasco colocasse as armas químicas sob controle internacional e, em seguida, destruísse os armamentos - uma medida que foi bem recebida por Pequim na terça-feira.

A China tem poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e, ao longo do conflito sírio, se uniu à Rússia para bloquear resoluções apoiadas por Washington e seus aliados. Pequim tem regularmente pedido uma "solução política" para a crise na Síria. Fonte: Dow Jones Newswires.

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