China aponta dificuldades para retomar negociações sobre segurança cibernética com EUA

Retomar a cooperação em segurança cibernética entre China e Estados Unidos seria difícil por causa de "práticas equivocadas dos EUA", disse o principal diplomata da China ao secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

REUTERS

19 de outubro de 2014 | 12h04

A cibersegurança é um complicador nas relações bilaterais. Na quarta-feira, o Bureau de Investigação Federal dos Estados Unidos disse que hackers que eles acreditavam ser apoiados pelo governo chinês lançaram mais ataques contra empresas norte-americanas, uma acusação que a China julga improcedente.

Em maio, os Estados Unidos acusaram judicialmente cinco oficiais militares chineses por ataques cibernéticos a empresas norte-americanas, o que levou a China a interromper um grupo de trabalho bilateral sobre segurança cibernética.

Yang Jiechi, conselheiro estadual de supervisão de Relações Exteriores, disse a Kerry, em Boston, que os Estados Unidos "devem tomar medidas positivas para criar as condições necessárias para que o diálogo sobre segurança cibernética e a cooperação bilateral sejam retomados", segundo comunicado no site chinês do Ministério das Relações Exteriores neste domingo.

 "Devido a práticas equivocadas dos EUA, é difícil, neste momento, retomar o diálogo sino-americano de segurança cibernética e cooperação", Yang disse, segundo o site.

O comunicado não deu mais detalhes. O analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden disse que a agência norte-americana invadiu a infraestrutura de rede oficial em universidades na China e Hong Kong.

A China, repetidamente acusada pelos Estados Unidos de ataques, usou as alegações de Snowden como munição para apontar o dedo para a hipocrisia de Washington.

(Reportagem de Benjamin Kang Lim)

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