China aprova plano de sucessão na Coreia do Norte, diz agência coreana

Ministro chinês cumprimentou filho mais novo de Kim Jong-un por nomeação

JEREMY LAURENCE, REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 09h37

SEUL - Um ministro chinês deu aval aos planos do líder norte-coreano, Kim Jong-il, de transferir o poder para seu filho, disse a imprensa estatal da Coreia do Norte nesta terça-feira, 15.

Meng Jianzhu, ministro chinês da Segurança Pública, cumprimentou o filho mais novo do dirigente, Kim Jong-un, por sua recente nomeação como vice-presidente da Comissão Militar Central, "saudando a bem sucedida solução para a questão da sucessão na revolução coreana", disse a agência estatal KCNA.

"Podemos interpretar isso como um sinal de aceitação por parte da elite política e de poder da China do processo de sucessão na Coreia do Norte", disse Park Young-ho, do Instituto para a Unificação Nacional da Coreia, em Seul.

A imprensa estatal chinesa citou declarações de Meng, em visita nesta semana à Coreia do Norte, louvando os crescentes vínculos econômicos entre os dois países, e dizendo que as boas relações bilaterais contribuem para a paz e a estabilidade do leste da Ásia.

Antes de completar 30 anos, Kim Jong-un, filho caçula do dirigente Kim Jong-il, foi promovido no ano passado a general de quatro estrelas e obteve altos cargos na estrutura de poder, num sinal de que herdará a dinastia comunista fundada por seu avô, Kim Il-sung.

A China é a única aliada internacional relevante da Coreia do Norte. Fornece mais de 80 por cento dos alimentos e do petróleo usados no miserável país, submetido a sanções externas devido ao seu programa de armas nucleares.

O misterioso Kim Jong-il, que supostamente sofreu um derrame em 2008, visitou a China em duas ocasiões no ano passado, o que segundo analistas serviu para ele buscar apoio de Pequim à sucessão hereditária.

A China estimula a Coreia do Norte a se reformar e seguir o caminho chinês de reformas econômicas, mas sua maior preocupação é com a estabilidade, e nesse cenário a sucessão dinástica parece ser a melhor garantia.

O governo chinês teme que uma mudança de regime na Coreia do Norte traga uma grande leva de refugiados para o seu território, leve à reunificação da Coreia e amplie a influência dos EUA até sua fronteira.

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