China aprova prisão de empregados da mineradora Rio Tinto

Quatro funcionários, entre os quais um australiano, foram acusados de violação de segredos comerciais

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

12 de agosto de 2009 | 07h26

Procuradores da China aprovaram a prisão de quatro funcionários da mineradora anglo-australiana Rio Tinto, incluindo o australiano Stern Hu, sob a acusação de suborno e violação de segredos comerciais, informou nesta terça-feira, 11, a agência de notícias Xinhua, citando a Procuradoria Popular Suprema chinesa.

 

Segundo a agência, as investigações preliminares demonstraram que os empregados - Hu, Liu Caikiu, Ge Minqiang e Wang Yong - obtiveram indevidamente segredos comerciais da indústria siderúrgica na China. As autoridades teriam evidências de que os quatro acusados estão envolvidos com suborno comercial, segundo informações da agência Dow Jones.

 

As investigações também revelaram suspeitos em mineradoras e siderúrgicas no país que podem ter fornecido informações comerciais secretas para os empregados da Rio Tinto.

 

O vice-ministro do Comércio da China, Fu Ziying, disse não ter dúvidas de que a decisão judicial sobre o caso será justa.

 

Ziying reiterou, durante entrevista coletiva, a posição da China de que o processo não deve afetar negativamente as relações do país com a Austrália.

 

Segundo ele, o caso Rio Tinto não vai prejudicar a absorção de investimento estrangeiro pela China, nem o objetivo do país de construir um mercado competitivo.

 

O governo australiano informou ter recebido da China a confirmação de que os quatro funcionários da Rio Tinto foram detidos formalmente, mas disse que "não está preparado para especular" sobre as prováveis penalidades que eles podem sofrer.

 

Uma porta-voz do Departamento de Assuntos Externos e Comércio disse que a punição possivelmente será "menos severa" do que a aplicada para o roubo de segredos de Estado. Agora que a prisão foi formalizada, a Austrália está buscando acesso à representação legal do australiano Hu.

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