REUTERS/Jorge Silva
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China aprova reunião entre Kim e Trump, diz embaixador

Trump tem pressionado a China a convencer os norte-coreanos a tomar medidas práticas de desarmamento

Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2019 | 05h00

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, espera que a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, leve à desnuclearização da Península Coreana. Ele afirmou ontem que seu país apoia a aproximação entre EUA e Coreia do Norte, que definiu como “país amigo”.

“O encontro entre o presidente dos EUA e o líder da Coreia do Norte é muito importante. A China tem grande expectativa de sucesso. Isso vai ajudar na questão da Península Coreana e também a promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento”, afirmou na manhã de ontem, em entrevista ao Estado, antes de participar em São Paulo de uma apresentação a empresários brasileiros e chineses, em evento do LIDE China.

“A Coreia do Norte é um país amigo da China, que sempre apelou pela desnuclearização”, acrescentou Yang, que assumiu o posto há dois meses.

Trump tem pressionado a China a convencer os norte-coreanos a tomar medidas práticas de desarmamento. Pequim e Moscou são acusados de ajudar Pyongyang a burlar sanções econômicas impostas pelos americanos. Ambos os países negam as acusações.

Questionado sobre a guerra comercial entre China e EUA, o embaixador disse que nenhum país ganha com a disputa. “A guerra comercial entre China e EUA não afetará só os dois. Nenhum outro país será beneficiado por esta guerra. Como dois grandes países em desenvolvimento, China e Brasil têm de proteger um mecanismo comercial mundial com base multilateral, defendendo o multilateralismo, opondo-se ao unilateralismo e ao protecionismo comercial. Damos boas-vindas ao aumento da exportação para o mercado chinês, principalmente nos setores de soja e carne.”


 

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