China aproveita reunião da Apec para discutir crise coreana

A China pretende promover uma reunião informal entre os países interlocutores da Coréia do Norte nas negociações sobre seu programa nuclear, aproveitando a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Segundo fontes oficiais sul-coreanas citadas pela agência Yonhap, a China está sondando a possibilidade para acelerar a realização de uma nova rodada de negociações multilaterais sobre as armas atômicas norte-coreanas. A cúpula de chefes de Estado e governo do Apec, em Hanói, nos dias 18 e 19 de novembro, terá a presença de Estados Unidos, Rússia, Japão, China e Coréia do Sul. A China vinha sendo a anfitriã das negociações de seis lados sobre o programa nuclear norte-coreano. Em novembro do ano passado, a Coréia do Norte anunciou seu boicote devido às sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos. "Pequim estuda a realização de um encontro informal para aproveitar o ambiente após o acordo entre Pyongyang e Washington", informaram as fontes diplomáticas citadas pela Yonhap. Na terça-feira, Coréia do Norte, China e EUA entraram num acordo para o "pronto" reatamento do diálogo de seis lados. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que a nova rodada de conversas de seis lados não acontecerá antes da reunião do Apec em Hanói. Mas admitiu um encontro pouco depois. Segundo as fontes governamentais sul-coreanas, o problema é a disposição da Coréia do Norte de atender a possíveis recomendações na reunião informal de Hanói. Uma fonte diplomática afirmou que a Coréia do Sul deve promover uma reunião com os Estados Unidos e o Japão para "acertar os ponteiros" antes do futuro reatamento das conversas de seis lados. O governo sul-coreano considera três possíveis locais para a reunião: Honolulu, Seul e Washington.

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