China aumenta controle sobre usuários de internet

A China promulgou nesta sexta-feira novas regras que fortalecem as exigências de divulgação para os usuários da Internet, na mais recente medida de Pequim para ganhar um controle firme sobre a sua comunidade online cada vez mais loquaz e indócil, segundo reportagem de The Wall Street Journal.

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2012 | 14h21

Membros importantes do Congresso Nacional do Povo, o Parlamento da China, aprovaram as regras como parte do esforço para fortalecer as leis de privacidade pessoal, de acordo com a agência estatal Xinhua News. As regras, reveladas na segunda-feira, receberam cobertura positiva na mídia estatal havia forte expectativas de que sejam promulgadas.

As regras exigem que os usuários da Internet utilizem seus nomes reais quando assinarem serviços de Internet de provedores de rede e serviços. A decisão se segue a regras que entrarão em vigor em março, que exigem que os usuários de serviços de mídia social chineses revelem seus nomes reais aos provedores, embora sua implementação tenha sido prejudicada pelo tamanho de suas bases de usuários e por questões técnicas.

As regras também determinam que os provedores de serviços removam postagens com informação ilegal, que devem ser gravadas e posteriomente enviadas para as autoridades.

Funcionários do governo chinês disseram que as novas regras têm como objetivo proteger a privacidade online dos usuários, problema também enfrentado por outros países. As autoridades chinesas pediram que as empresas e agências do governo façam mais para proteger os dados pessoais depois de uma série de vazamentos desde o ano passado. Em abril, as autoridades disseram que prenderam mais de 1.700 pessoas suspeitas de envolvimento em roubo ou uso indevido de informações pessoais.

As novas regras devem ter impacto maior sobre os fornecedores de mídia social, como a Sina Corp., que tem o microblog Weibo, semelhante ao Twitter. A Sina e outras empresas de mídia social viram os preços de suas ações caírem na segunda-feira, quando as regras propostas foram reveladas. Em seu anúncio de resultados do terceiro trimestre, a Sina disse que tinha mais de 400 milhões de contas registradas. As informações são da Dow Jones.

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