China aumenta esforços na busca de sobreviventes do tremor

Mais 90 helicópteros foram adicionados aos esforços de ajuda; terremoto deixou pelo menos 15 mil mortos

Reuters,

14 de maio de 2008 | 21h37

O governo da China adicionou mais 90 helicópteros nos esforços de ajuda às áreas devastadas pelo terremoto, enquanto estradas ficam cortadas e abalos sísmicos secundários ocorrem após o desastre que deixou pelo menos 15 mil mortos. A liderança do Partido Comunista ordenou nesta quarta-feira, 14, que os oficiais "assegurem a estabilidade social."   Veja também: Chineses no Brasil arrecadam ajuda para vítimas de terremoto Terremoto na China mata quase 1/4 de população de cidade Vítimas aguardam ajuda na China; grávida é resgatada com vida Entenda como acontecem os terremotos  Vídeo com imagens do terremoto  De Pequim, Cláudia Trevisan fala sobre o terremoto    O terremoto de 7.9 graus de magnitude no sudeste da província de Sichuan espalha rumores de derramamento de sustâncias químicas, rompimento de represas e tórridas cenas de desespero coletivo. Ao todo, cerca de 10 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo tremor, de acordo com a agência estatal de notícias do país, Xinhua.   O encontro do Partido Comunista, que governa a China, aconteceu nesta quarta-feira, para avaliar a dimensão da calamidade, que colocou uma nuvem negra sob as preparações do país para os Jogos Olímpicos de Beijing em agosto.   Após a reunião, o Partido ordenou que novas expedições de soldados e outros helicópteros - somando-se aos outros 20 que já operam - tentem chegar nas áreas onde as estradas bloqueadas frustraram as tentativas de socorro das equipes de resgate, informou a imprensa local.   "Enquanto houver algum reflexo de esperança, haverá esforços de resgate", declarou o partido após o encontro, segundo a agência Xinhua.   Mas enquanto equipes de resgate chegam à cidades próximas ao epicentro do terremoto, em Wenchuan, a cifra de desaparecidos - que provavelmente estão mortos - aumenta como um balão.   "Em um minuto, a cidade que conhecíamos desapareceu. Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer", disse He Lixia, professora de uma escola em Dujiangyan, onde muitos sobreviventes dormem do lado de fora de suas casas, diante do medo de mais tremores.   "Meu pai e minha mãe morreram. Meu filho foi esmagado em sua escola. O escritório da minha esposa foi destruído e seu telefone não funciona", dizia um homem, em um acampamento na cidade.   Em Shifang, outra pequena cidade de Sichuan que também inclui várias vilas, 30.000 dos 430.000 residentes estão desaparecidos, reportou a agência Xinhua. O desastre é o pior terremoto na China em mais de 30 anos. Em 1976, um forte tremor deixou cerca de 300 mil mortos.

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