China aumentará ajuda à África apesar de crise financeira

A China vai aumentar seu investimento e apoio a países africanos apesar dos efeitos da crise econômica global, concordando em elaborar acordos para serem assinados durante uma cúpula no Egito, no domingo.

MARIAM KAROUNY, REUTERS

07 Novembro 2009 | 14h06

O evento acontecerá em um momento em que o apetite chinês por matérias primas, especialmente petróleo e minérios, ajuda a estimular o crescimento na África.

O premiê chinês, Wen Jiabao, se reunirá com líderes africanos em um resort em Sharm El-Sheikh, Egito, chegando ao maior nível de contato entre ambos os lados desde quando o presidente chinês, Hu Jintao, prometeu em 2006 cerca de 5 bilhões de dólares em empréstimos para a África.

"Apesar de nossas próprias dificuldades devido ao impacto da crise financeira global, a China expressa comprometimento com uma assistência à Africa em escala maior", segundo esboço do plano de ação que deve ser acordado entre os dois lados, cuja cópia foi obtida pela Reuters.

"Nos próximos três anos, o lado chinês continuará a fornecer empréstimos para países africanos, que serão usados principalmente para apoiar projetos de infra-estrutura e de desenvolvimento social."

O comércio entre a China e a África saltou na última década, puxado pelas necessidades de recursos naturais da China e crescente demanda africana por produtos chineses baratos.

Em 2008, o comércio total somou 106,8 bilhões de dólares, alta de 45,1 por cento em relação a 2007. Em 2000, o fluxo foi de apenas 10,5 bilhões de dólares.

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