China avalia operação militar para resgatar navio sequestrado

A China não descarta uma ação militar para resgatar a tripulação de um navio de carvão sequestrado por piratas somalis, embora também busque negociações, disse um porta-voz militar chinês.

REUTERS

22 de outubro de 2009 | 07h44

Um resgate bem-sucedido é possível, desde que haja cooperação de forças militares estrangeiras que realizam operações anti-pirataria na região, disse o general Qian Lihua, diretor do escritório de relações exteriores do Ministério da Defesa.

"Há alguma dificuldade em resolver essa questão", disse Qian a repórteres durante conferência sobre as relações entre Estados Unidos e China.

"Uma vez que um navio ou sua tripulação é sequestrada e a tripulação é feita refém, resgatá-los requer muito tempo e esforço. Sobre os meios que serão aplicados, se serão meios militares ou negociações, vai depender dos desdobramentos", afirmou.

O navio De Xin Hai, com uma tripulação de 25 pessoas, foi sequestrado na segunda-feira a cerca de 700 milhas náuticas a leste da Somália.

Fontes ligadas aos piratas disseram à Reuters que o navio seria levado para uma das duas áreas dominadas pelos piratas na costa da Somália. Eles ameaçaram matar a tripulação se houver uma tentativa de resgate.

(Reportagem de Chris Buckley e Jim Bai)

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