China boicotará a reunião dos 'Amigos da Síria'

A China vai seguir o exemplo da Rússia e boicotará o encontro dos chamados "Amigos da Síria", que tenta coordenar os esforços para dar um fim à violência na Síria. Nesta quinta-feira, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Weimin, disse que a China "no momento não considera participar da reunião", que acontece na sexta-feira, em Paris.

AE, Agência Estado

05 de julho de 2012 | 13h39

A Rússia já havia declarado que os países ocidentais querem distorcer o acordo feito em Genebra no fim de semana, que deixou aberta a possibilidade de o presidente Bashar Assad permanecer no poder como integrante de um governo de transição. Nesta reunião a China apoiou a posição russa, de que os sírios devem decidir como a transição deve ser feita. O Ocidente diz que Assad não pode fazer parte de um novo governo de coalizão.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia não está satisfeita com a demora na realização de reformas do governo sírio, seu antigo aliado, mas argumenta que qualquer tentativa de forçar a mudança de regime está condenada a causar ainda mais violência. "Sim, o principal responsável (pela violência) é o regime", mas aqueles que querem mudanças "ignoram o fato de que não estamos falando de um punhado de pessoas - como os ativistas querem nos fazer acreditar - mas uma grande parte da população da Síria que vincula a sua segurança com o atual presidente", disse Lavrov.

Às vésperas da reunião em Paris, a Anistia Internacional pediu por um embargo de armas imediato contra o governo sírio e mais cautela na hora de suprir os rebeldes. Ativistas sírios contabilizam mais de 14 mil mortos desde o início da revolta, que começou em março de 2011. As informações são da Dow Jones.

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