China busca oito quilos de urânio desaparecidos

Oito quilos de urânio radioativo sumiramna China, adiando o veredicto de quatro homens acusados detentar vender o material no mercado negro, disse a imprensaestatal na sexta-feira. Um tribunal de Guangzhou, capital da província ao sul deCantão, ouviu relatos de que os réus teriam tentado vender ourânio entre 2005 e janeiro de 2007, segundo o jornal ChinaDaily. Eles foram detidos em janeiro, depois de denunciados por umpotencial comprador de Hong Kong, segundo o jornal. Apesar detê-los sob custódia, porém, a polícia não conseguiu encontrar ourânio. "Os homens alegavam que ele se perdeu porque foimovimentado demais entre potenciais compradores", disse ojornal. As autoridades disseram que o processo ficará em aberto atéque o material radioativo seja achado. Mais de 20 pessoas já adoeceram depois de serem expostas aourânio, segundo o Centro de Informações para os DireitosHumanos e a Democracia, de Hong Kong, citando um funcionárioenvolvido na investigação. Documentos judiciais identificam o material como sendo oisótopo U-235, segundo o Centro, que acrescenta que o materialprovém de uma mina da província de Hunan, que funcionou de 1958a 1985. Pela lei chinesa, o comércio ilegal de urânio acarreta penade três a dez anos de prisão, mas em casos excepcionais poderesultar na pena de morte. "A substância urânio radioativo não explode em seu estadobruto, mas é muito nociva à saúde das pessoas", disse JiangChaoqiang, diretor de um hospital de Guangzhou, ao China Daily."Portanto, é preciso que ele seja achado assim que possível."

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