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China censura repercussões das enchentes em Pequim

Tempestade que atingiu país na passada e matou ao menos 77 pessoas continua um tópico sensível

AE, Agência Estado

27 de julho de 2012 | 09h57

PEQUIM - A tempestade que atingiu Pequim na semana passada e matou ao menos 77 pessoas continua um tópico sensível na China. O influente jornal Southern Weekly foi ordenado a encerrar a cobertura sobre o tema e discussões online foram restringidas.

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Dirigida por autoridades de propaganda, a grande mídia está focando os aspectos "positivos" das enchentes, como as tentativas de resgate, atos heroicos de civis e sacrifícios de oficiais uniformizados. Mas aqueles que querem questionar como a cidade lidou com o desastre, ou o sistema de drenagem, sofrem pressões.

O Southern Weekly cancelou quatro páginas de matérias sobre a tempestade nesta semana. Assuntos como o próprio Southern Weekly, as atitudes do prefeito de Pequim e as mortes em Fangshan (o distrito mais atingido) foram bloqueados no microblog mais popular da China, o Sina Weibo.

A censura acontece durante a troca de comando na capital da China e enquanto o país prepara-se para a transferência de poder para a nova geração de líderes que acontece uma vez em cada década. O governo comunista justifica a regra de partido único com crescimento econômico, a estabilidade e pela reposta rápida em situações de desastre - como as inundações da semana passada.

As informações são da Associated Press.

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