China: cidades mais devastadas por tremor serão memoriais

Beichuan e Yingxiu tiveram 80% dos seus prédios destruídos e perderam grande parte da população em maio

Efe,

26 de julho de 2008 | 05h23

As cidades de Beichuan e Yingxiu, as mais devastadas pelo terremoto de 12 de maio, não serão reconstruídas e se transformarão em memoriais da catástrofe, informou neste sábado, 26, a imprensa estatal chinesa. Veja também China muda lei do filho único para região de terremoto Além de Beichuan e Yingxiu, onde mais de 80% dos prédios ficaram destruídos, também não serão reconstruídas uma fábrica de turbinas em Mianzhu e uma área turística em Dujiangyan, todos os pontos na província de Sichuan (sudoeste). Um painel de especialistas em patrimônio cultural escolheu os quatro locais como parte de um projeto para a criação de um museu do terremoto de Wenchuan (distrito onde foi localizado o epicentro do tremor), que deve demorar de dois a três anos para ficar pronto. O propósito do museu é "servir de testemunho e lembrança do terremoto, além de local para homenagens às vítimas", disse Li Yaoshen, da Administração Estatal de Herança Cultural da China. Também será construído um muro com nomes, idades e fotos de todos os mortos no terremoto (quase 90 mil, segundo os últimas dados). Somente 2.300 dos 9 mil habitantes de Yingxiu, a mais próxima ao epicentro, sobreviveram, e Beichuan perdeu 8.600 de seus 13 mil moradores. Os sobreviventes de Beichuan viverão em uma cidade que será construída a 35 quilômetros do local original.

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