David Gray/Reuters
David Gray/Reuters

China cobra US$ 2,4 milhões de dissidente por 'evasão de impostos'

Aliados de Ai Weiwei afirmam que caso é parte dos esforços para conter críticas ao governo

Reuters

01 de novembro de 2011 | 07h30

PEQUIM - A China ordenou que o artista dissidente Ai Weiwei pague 15 milhões de iuans (cerca de US$ 2,4 milhões) em impostos e multas supostamente devidas pela empresa para a qual ele trabalha, disse ele nesta terça-feira, 1º. Os aliados de Ai afirmam que o caso é parte dos esforços de Pequim para conter as suas críticas ao governo.

O artista, de 54 anos e famoso por seu trabalho no "Ninho de Pássaro", no Estádio Olímpico de Pequim, ficou preso sem acusação formal durante 81 dias este ano, medida que provocou críticas de governos ocidentais. Ele foi libertado em junho.

Ai disse que recebeu a informação das autoridades do setor de coleta de impostos que o apontaram como controlador da empresa que ajudou as obras de Ai a conquistarem prestígio internacional. A empresa é de propriedade da mulher dele, Lu Qing.

"Eles criaram esse pequeno título", disse Ai. "Sou um designer da empresa. Não sou diretor nem mesmo gerente. Claro, sei que essa questão é para me atingir.

Ativistas pró-direitos humanos disseram que as acusações são um pretexto para silenciar o artista, que é um duro crítico do governo.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaÁsiaAi Weiwei

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.