China conclui com sucesso fase de testes de vacina contra aids

Uma equipe de cientistas chineses afirma ter obtido resultados positivos nos primeiros testes de uma vacina contra o vírus HIV, desenvolvida integralmente no país asiático, segundo a edição de hoje do jornal "China Daily".Esta é a primeira de uma série de três testes a que a vacina será submetida. A vacina começou a ser testada em humanos no primeiro semestre de 2005 na região autônoma de Guangxi Zhuang, no sul do país.As análises desta primeira fase, que duraram 15 meses, foram concluídas este fim de semana depois que 15 dos 49 voluntários que ainda tinham que passar por uma revisão médica tiveram resultados positivos em seus exames."Até agora, os dados baseados nas observações clínicas mostraram que tudo é normal e confiamos na segurança da vacina contra a aids", explicou Chen Jie, subdiretor do Centro de Controle de Doenças da região.Um painel de analistas do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Administração Estatal de Alimentos e Remédios deverá avaliar os resultados do experimento, sua dosagem e a segurança da vacina, e depois disso decidirá se os cientistas podem passar para a segunda fase de testes.Chen antecipou que as reações às vacinas foram "normais" e os pesquisadores acreditam que poderão em breve iniciar a segunda fase de testes.Nessa segunda parte da pesquisa, quando serão necessários mais voluntários, os cientistas analisarão a indução de anticorpos e continuarão fazendo testes sobre a segurança da vacina.A terceira fase tentará comprovar a capacidade da vacina de proteger grupos de alto risco, como os dependentes químicos. Trinta e cinco vacinas contra a aids estão sendo testadas atualmente em humanos no mundo, a maioria delas ainda na primeira fase de testes.Nos 25 anos desta devastadora epidemia foram desenvolvidas cerca de 120 vacinas, e apenas uma delas completou as três fases de análise, mas se mostrou ineficaz para proteger do vírus.O Ministério da Saúde calcula que há 650 mil soropositivos na China, com 70 mil novos casos e 25 mil mortes em 2005.

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