China condena 20 por terror e separatismo em Xinjiang

China atribui violência a separatistas islâmicos que pretenderiam estabelecer um país independente

Reuters

02 de agosto de 2012 | 10h12

PEQUIM - Tribunais da remota e turbulenta província chinesa de Xinjiang condenaram 20 pessoas a até 15 anos de prisão por acusações de terrorismo e separatismo, disse a imprensa estatal na quinta-feira.

Veja também:

linkNovo líder comunista em Xinjiang anuncia campanha contra separatismo uigur

linkDalai Lama acusa China de 'genocídio cultural'

forum CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

Os tribunais das cidades de Urumqi, Kashgar e Aksu, no extremo oeste da China, também imputaram acusações de produção de bombas, promoção do extremismo religioso e conspiração para iniciar uma "guerra santa" islâmica, segundo o site do Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista chinês.

A reportagem não citou a origem étnica dos condenados, mas seus nomes indicam que são todos uigures, um povo muçulmano de língua túrquica que habita Xinjiang. Muitos uigures se queixam de restrições impostas pelo governo chinês à sua cultura e religião.

"Uma vasta quantidade de provas mostra que os criminosos acusados realizaram um grande trabalho preparatório no planejamento de atividades terroristas violentas, e estabeleceram uma organização terrorista formal", disse a reportagem.

"Eles compraram, produziram e copiaram transmissores móveis, discos e publicações que promoviam o separatismo, o extremismo religioso e o terror violento, e os difundiram proativamente", acrescentou o texto. "Alguns membros da organização terrorista fizeram explosivos e realizaram explosões-testes."

A China atribui a violência em Xinjiang --região estrategicamente localizada nas fronteiras com Afeganistão, Paquistão, Índia e Ásia Central -- a separatistas islâmicos que estariam interessados em estabelecer um país independente chamado Turquistão Oriental. A província ocupa um sexto do território chinês, e é rica em petróleo, gás e carvão.

Muitas organizações de direitos humanos, no entanto, afirmam que a China exagera a ameaça para justificar seu controle rigoroso na região.

Dilxat Raxit, porta-voz do Congresso Mundial Uigur, que funciona no exílio, disse que o governo politizou o caso e usou o terrorismo como pretexto para punir uigures que não concordam com o sistema. "O objetivo é aterrorizar os uigures para que abandonem seus direitos", afirmou ele por email.

Tudo o que sabemos sobre:
CHINAXINJIANGTERROR*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.