China condena 52 pessoas por tráfico de bebês

Um tribunal chinês condenou 52 membros de uma quadrilha de traficantes de bebês que levaram 118 crianças para vender no sul da China. Os líderes do bando foram condenados à morte ou à prisão perpétua. O caso incluiu um incidente em março de 2003, quando 28 meninas, a mais velha com três meses, foram descobertas em sacolas de nylon a bordo de um ônibus, segundo a agência Xinhua.A sentença revela a escala do mercado negro de crianças na China e aparece menos de duas semanas depois de a polícia anunciar a prisão de outros 95 contrabandistas de bebês.No veredicto desta sexta-feira, os líderes da quadrilha, Xie Deming e Cui Wenxian, foram condenados à morte. Outros quatro receberam pena de morte suspensa - sentença que normalmente significa prisão perpétua. Cinco outros membros do grupo receberam prisão perpétua e 40 outros, penas de, no mínimo, 18 meses.A quadrilha baseava-se na cidade de Yulin, na região de Guangxi, uma das mais pobres da China. As autoridades dizem que milhares de bebês são seqüestrados ou comprados todos os anos, para serem revendidos a casais sem filhos. As meninas às vezes são negociadas como noivas em áreas onde há poucas mulheres. O contrabando de bebês é estimulado, em parte, pela política rígida de controle da natalidade do governo. Um casal que declare ter ?adotado? um bebê, na verdade comprado, não sofre as pesadas multas impostas a quem viola a política do governo.

Agencia Estado,

23 de julho de 2004 | 18h27

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