Andy Wong/AP
Andy Wong/AP

China condena ataque contra a Sony sem culpar Pyongyang

Segundo o governo chinês, não há provas para responsabilizar a Coreia do Norte pelo ciberataque

O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2014 | 11h12

PEQUIM - O governo da China disse nesta segunda-feira, 22, que se opõe a todas as formas de ataques eletrônicos, mas não há provas de que a Coreia do Norte seja responsável por atacar a Sony Pictures, como disseram os EUA. As declarações são as primeiras do regime chinês em relação ao ataque.

A Coreia do Norte negou que seja culpada e prometeu devolver qualquer retaliação de Washington, ameaçando a Casa Branca e o Pentágono.

"Antes de fazer qualquer conclusão é necessário que haja uma completa prestação de contas dos fatos e embasamento", disse a porta-voz do ministério das Relações Exteriores Hua Chunying. "A China vai tratar disso de acordo com as leis internacionais e chinesas relevantes e de acordo com os fatos."

Pequim não fez referência a pedidos feitos pelos EUA por uma ação conjunta para combater outros ataques eletrônicos similares.

Segundo a porta-voz, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, "reafirmou a posição relevante da China, enfatizando que o país se opõe a todas as formas de ciberataques e ciberterrorismo", em uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no domingo.

O ataque de hackers ocorreu em resposta à comédia da Sony "A Entrevista", que trata do assassinato fictício do líder norte-coreano, Kim Jong Un. O estúdio cancelou a estreia do filme.

A agência estatal de notícias da Coreia do Norte disse que não sabia quem invadiu a Sony Pictures. "Não sabemos quem ou onde estão, mas podemos dizer com certeza que são partidários e simpatizantes da República Democrática Popular da Coreia", disse a agência de notícias KCNA.

"Nosso mais duro contragolpe será dado audaciosamente contra a Casa Branca, o Pentágono e todo o território dos EUA, a fossa de terrorismo, superando em muito a 'resposta simétrica' declarada por Obama", afirmou a agência.

A China é a única grande aliada da Coreia do Norte e seria crucial para qualquer esforço americano contra Pyongyang. Mas os EUA também acusaram a China de fazer espionagem eletrônica no passado.

Uma autoridade americana disse que o ataque contra a Sony pode ter usado servidores chineses para mascarar suas origens. /REUTERS

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