China condena homenagem francesa ao dalai-lama

Pequim afirma que título de cidadão honorário francês prejudica laços entre os dois países

REUTERS

22 de abril de 2008 | 08h36

A China condenou nesta terça-feira, 22, a decisão de Paris de tornar o dalai-lama um cidadão honorário e alertou que o gesto prejudica seus laços com a França, no momento em que os dois países tentam aliviar as tensões causadas pelos protestos pró-Tibete. As relações entre a França e a China estão tensas desde as manifestações durante a passagem da tocha Olímpica por Paris, no começo do mês. Enraivecidos, alguns chineses responderam com pedidos de boicote a produtos e empresas francesas, em especial a rede de hipermercados Carrefour . Enquanto os presidentes francês, Nicolas Sarkozy, e o chinês, Hu Jintao, procuram amenizar a situação com enviados a ambos países, a Prefeitura de Paris concedeu o título de cidadão honorário ao dalai-lama, líder espiritual tibetano acusado pela China de ter comandado os protestos em áreas tibetanas. O dalai-lama, exilado em 1959, há muito pede autonomia e liberdade ao Tibete. Ele diz se opor a protestos violentos e exige a total independência do Tibet, mas a China o chama de hipócrita. A China elogiou os atos conciliatórios de Sarkozy, mas avisou que a atitude de Paris pode prejudicar suas relações com a França. "Este ato é uma interferência brutal nos assuntos internos da China e prejudicou seriamente as relações entre China e França", disse Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em um comunicado divulgado no site do ministério. A nota diz ainda, lembrando que a China já está irritada com os protestos durante o revezamento da tocha, que a homenagem ao dalai-lama é mais um sinal perigoso.

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