China condena monge budista a 11 anos de prisão

A Justiça chinesa condenou nesta segunda-feira um monge tibetano a 11 anos de prisão por homicídio culposo, informou a agência de notícias Nova China. O réu escondeu outro religioso que ateara fogo ao próprio corpo em um protesto contra a presença chinesa no Tibete. Segundo a Nova China, a atitude impediu que o manifestante recebesse tratamento médico.

Agência Estado

29 de agosto de 2011 | 19h32

O protesto aconteceu em março no monastério Kirti, em uma região da província de Sichuan onde os tibetanos étnicos são maioria. Rigzin Phuntsog, um monge de 16 anos, sobrinho e discípulo do condenado, ficou escondido por 11 horas da polícia após imolar-se. No dia seguinte ele foi levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ainda de acordo com a Nova China, o monge condenado, chamado Drondru, admitiu a culpa e se disse arrependido de ter impedido tratamento médico ao discípulo. Ele não recorrerá da condenação, segundo a agência estatal de notícias. As informações são da Associated Press.

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