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China confina mais de 1 milhão em cidade após detectar 3 casos assintomáticos de covid

 Autoridades de Yuzhou, localizada na província de Henan, cerca de 800 quilômetros ao sul de Pequim, não disseram quanto tempo durará o lockdown

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2022 | 13h05

PEQUIM - A China confinou mais 1 milhão de habitantes em uma localidade no centro do país, depois de detectar três casos assintomáticos de covid-19, um mês antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

Desde o surgimento da epidemia, em dezembro de 2019, autoridades adotam a estratégia covid zero, que consiste em fazer o que for necessário para limitar ao máximo o surgimento de novos casos. 

Nos últimos meses, porém, houve surtos esporádicos, e o país redobrou sua vigilância diante da proximidade dos Jogos de Inverno, que devem ocorrer entre de 4 a 20 de fevereiro de 2022. 

A cidade de Yuzhou, localizada na província de Henan, cerca de 800 quilômetros ao sul de Pequim, anunciou na noite de segunda-feira que seus 1,2 milhão de habitantes ficariam em casa para limitar a propagação do vírus. 

As autoridades não especificaram quanto tempo durará esse confinamento. 

Em toda Yuzhou, "barreiras serão colocadas para aplicar estritamente as medidas de prevenção", disse o prefeito em sua conta oficial no Weibo, um microblog chinês. Sair da cidade será proibido, a menos que se tenha uma autorização.

Nas últimas 24 horas, a China registrou 175 novos casos de covid-19, dos quais 95 são em Xian (norte), onde 13 milhões de habitantes também estão confinados há quase duas semanas. Este é o confinamento mais estrito e importante realizado na China desde Wuhan (centro), no início da pandemia. 

Essa cidade foi a primeira do mundo a impor, há dois anos, medidas radicais para impedir a circulação do vírus. 

Famosa por seu exército subterrâneo de terracota, Xian é o novo epicentro da pandemia no país. Lá, mais de 1,6 mil casos foram detectados desde 9 de dezembro. / AFP

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