WANG ZHAO / AFP
WANG ZHAO / AFP

China confina meio milhão de pessoas perto de Pequim por covid-19

A partir de agora, apenas uma pessoa por família poderá sair, uma vez por dia, para comprar alimentos e remédios

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2020 | 12h21

PEQUIM - As autoridades chinesas anunciaram o confinamento, neste domingo, 28, de quase meio milhão de pessoas que vivem nos arredores da capital do país, Pequim. Desde meados de junho, a cidade vive um novo surto de covid-19, já qualificado como "sério e complexo" pelo governo.

O país asiático havia praticamente contido a epidemia, mas o aparecimento de cerca de 300 novos casos na cidade, em pouco mais de duas semanas, alimentou o medo de uma segunda onda de contágios. 

A prefeitura lançou uma grande campanha de diagnóstico, fechou escolas e pediu à população de Pequim que não deixe a capital. Também confinou milhares de pessoas que vivem em áreas residenciais consideradas de risco.

Neste domingo, as autoridades locais anunciaram o confinamento do cantão de Anxin, localizado a 60 quilômetros ao sul de Pequim, na província de Hebei. Onze casos relacionados ao foco epidêmico de Pequim foram relatados. A partir de agora, apenas uma pessoa por família poderá sair, uma vez por dia, para comprar alimentos e remédios.

O Ministério chinês da Saúde registrou 14 novos casos em Pequim nas últimas 24 horas, elevando o total para 311 desde o início desse novo surto. O epicentro foi detectado no mercado atacadista de Xinfadi, no sul da cidade, que fornece produtos frescos principalmente para supermercados e restaurantes.

Cerca de um terço dos novos casos relatados até agora está relacionado à seção de carne bovina e de cordeiro do mercado, informaram autoridades da prefeitura, em entrevista coletiva neste domingo. "A situação epidêmica na capital é séria e complexa", disse o porta-voz da cidade, Xu Hejian.

Os testes de diagnóstico são dirigidos, sobretudo, para quem frequentava o mercado, funcionários de restaurantes, entregadores e moradores de áreas residenciais consideradas de risco. Ao todo, 8,3 milhões de amostras foram coletadas, e 7,7 milhões, analisadas, relatou a prefeitura.

A capital chinesa também limitou o transporte público para deter a disseminação dos casos de coronavírus. Bairros da cidade foram bloqueados e pontos de segurança foram instalados em regiões residenciais. Preocupadas com os riscos de contágio, outras províncias impuseram exigências de quarentena para visitantes vindos de Pequim. 

Além de testes e medidas de prevenção e controle, Pequim intensificou a inspeção dos mercados de produtos frescos como carne suína, bovina, ovina e de aves congeladas. Outros negócios, incluindo supermercados e restaurantes, estão sendo controlados para garantir que não haja produtos contaminados com o patógeno em circulação.  / AFP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.