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China confirma execução de dois manifestantes no Tibete

Distúrbios em março de 2008 no território chinês deixou 18 civis e um policial mortos

Efe,

27 de outubro de 2009 | 11h22

O governo da China confirmou nesta terça-feira, 27, a execução de duas pessoas que participaram dos violentos distúrbios registrados no Tibete em março de 2008. O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Ma Zhaoxu, anunciou as duas execuções, as primeiras relacionadas às revoltas de Lhasa que são oficialmente confirmadas.

 

As declarações de Ma acabaram confirmando, pelo menos parcialmente, as informações que grupos de ativistas deram na semana passada, quando disseram que quatro tibetanos foram executados em 20 de outubro.

 

Segundo essas informações, divulgadas pelo Movimento Tibetano Global, que agrupa 166 organizações no mundo todo, dois dos executados, Lobsang Gyaltsen e Loyak, foram condenados à morte em 8 de abril por terem causado os incêndios que mataram sete pessoas da etnia han, majoritária na China.

 

Os dados sobre os outros dois tibetanos não estão claros, reconheceu o Movimento Tibetano Global. Mas um deles poderia ser Penkyi, que, de acordo com a imprensa oficial chinesa, foi condenado à morte em abril por matar seis pessoas ao queimar duas lojas.

 

As organizações que assinaram o comunicado condenaram as execuções. Segundo elas, os quatro tibetanos, como muitos outros julgados após as revoltas de Lhasa, não tiveram um julgamento justo.

 

Os protestos na capital tibetana aconteceram em 14 de março de 2008 e foram os maiores em 20 anos. Ao todo, 18 civis e um policial perderam a vida.

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