China confirma morte de 89 mineiros em acidentes

Com o resgate dos últimos sete corpos, as autoridades chinesas confirmaram a morte dos 89 operários que ficaram presos em três acidentes em minas de carvão em duas províncias do país, informou nesta quinta-feira a agência "Xinhua". Esta madrugada, as equipes de resgate acharam, após 11 dias de busca, os corpos dos últimos seis mineradores mortos por causa da explosão na mina Jiaojiazhai, no distrito de Xinzhou (província de Shanxi, no norte). Segundo as investigações, a ruptura dos sistemas de ventilação da mina provocou um excessivo de gás no poço onde trabalhavam 393 operários. A lei chinesa impede que mais de 100 trabalhem no mesmo turno. A acumulação de gás foi detectada pelos responsáveis de segurança, que não ordenaram a evacuação. Segundo as investigações preliminares, o acidente foi motivado por "falhas humanas", pois a mina deveria ter sido abandonada depois que os ventiladores pararam de funcionar. Além disso, as autoridades encontraram esta manhã o corpo da última vítima da inundação da mina de carvão Debi Colliery, na província de Guizhou, no sul, no domingo passado, na qual morreram oito mineradores. Onze mineiros foram soterrados pela inundação do poço com 2.000 metros cúbicos de água, que alcançaram um nível de 30 metros. Outros 34 trabalhadores morreram numa mina do distrito de Lingshi, também na província de Shanxi, que armazenava explosivos de forma ilegal. Com 8 mil mortos por ano, as minas chinesas são as mais perigosas do mundo.

Agencia Estado,

16 Novembro 2006 | 06h46

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