AFP
AFP

China confirma primeiro caso da variante Ômicron em seu território

Mesmo com política de 'tolerância zero' em relação a reaberturas, gigante asiático confirmou que passageiro vindo do exterior teria testado positivo na cidade de Tianjin, no começo deste mês

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 12h27
Atualizado 13 de dezembro de 2021 | 12h38

PEQUIM - Mesmo com as pesadas restrições impostas no país para conter o avanço da covid-19, a China confirmou seu primeiro caso da doença provocado pela variante Ômicron nesta segunda-feira, 13, confirmaram veículos de comunicação chineses.

De acordo com a TV estatal CGTN, o caso foi reportado na cidade litorânea de Tianjin, no Oeste do país, e foi "importado do exterior"

No final de novembro, especialistas chineses reconheceram que havia uma "elevada probabilidade" de que a nova variante pudesse chegar à China, mas expressaram confiança nas estratégias de prevenção rigorosas do país para impedir a transmissão.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre a nacionalidade e o histórico de viagem da pessoa infectada, um paciente assintomático que ficou em quarentena após a chegar à China.

Citando as autoridades locais, o canal de televisão acrescenta que os testes mostraram a existência da nova cepa na pessoa infectada em 9 de dezembro, o que foi posteriormente confirmado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças.

O jornal chinês Global Times informou que o paciente agora está isolado em um hospital de Tianjin, que fica a 111 quilômetros da capital, Pequim. 

Dois dos primeiros casos da nova variante foram encontrados no final de novembro em Hong Kong, em dois homens que ficaram de quarentena em hotéis do aeroporto da ex-colônia britânica. Os casos foram revelados quando Hong Kong se preparava para reabrir a fronteira com a China continental, para a qual ainda não foi anunciada uma data oficial.

A China, que tem uma política de tolerância zero contra o coronavírus, tem implementado controles de fronteira rigorosos desde março de 2020, incluindo uma proibição de não residentes e uma quarentena obrigatória de pelo menos 14 dias em hotel paga pelo viajante, mas não conseguiu evitar a ocorrência periódica de pequenos surtos.

O último foi na província de Zhejiang, que relatou 74 novas infecções transmitidas localmente na segunda-feira. O número total de casos ativos na China continental está em 1.381, de acordo com as últimas estatísticas oficiais, e 27 deles se encontram em estado grave. O país acumula 4.636 mortes por coronavírus desde o início da pandemia./ EFE

Tudo o que sabemos sobre:
China [Ásia]coronavírus

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.