China considera reforma em política do 'filho único'

A China está considerando estabelecer mudanças em sua controversa política de planejamento familiar, informou o jornal China Daily nesta terça-feira.

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2013 | 04h32

De acordo com a publicação, um plano para realizar uma "ajuste fino" na política de planejamento familiar estaria em andamento. A reportagem citou o porta-voz do Conselho Nacional de Saúde e da Comissão de Planejamento Familiar, Mao Qun''an.

O Conselho Estatal está revendo o plano, afirmou Mao, mas nenhuma decisão ainda foi tomada quanto a possibilidade de mudar a política em todo o país ou apenas em algumas regiões para teste. Além disso, Mao também não oferece pistas sobre os "ajustes finos" envolveriam.

A atual política de planejamento familiar da China considera que a maioria dos casais em áreas urbanas só estão autorizados a ter um filho, embora os detalhes variam de lugar para lugar e há uma série de isenções: por exemplo, casais que sejam filhos únicos estão autorizados a ter um segundo filho.

Mesmo com possíveis mudanças, Mao reforçou que a manutenção de uma baixa taxa de natalidade continua sendo uma prioridade e afirmou que a população da China coloca uma pressão sobre o desenvolvimento econômico do país e do meio ambiente .

Especialistas em população afirmaram ao China Daily que a flexibilização da política teria um impacto limitado sobre a taxa de natalidade em geral, que está caindo à medida que a China está se tornando mais rica. A atual taxa de fecundidade é de 1,6 filhos por mulher, bem abaixo do nível necessário para substituir a população.

Para um dos demógrafos entrevistados pela publicação, ainda que o governo demonstre intenção de mudar, as políticas de controle de natalidade permanecerão por muito tempo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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