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China critica cobertura ocidental sobre distúrbios no Tibet

Reforçando as críticas à forma como osmeios de comunicação ocidentais vêm divulgando as notíciassobre o Tibet, a China afirmou na quinta-feira que asreportagens sobre os distúrbios naquela região representavam um"manual de maus exemplos". Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores,fez esses comentários ao responder a uma pergunta sobre se ogoverno chinês era o responsável pelo site www.anti-cnn.com,que se dedica a denunciar o que considera serem as inverdadesnos relatos sobre o Tibet. "O governo chinês precisa realmente incitar esse tipo decoisa?", afirmou Qin, em uma entrevista coletiva. "Um sitedesse tipo existe porque as pessoas estão muito indignadas comessas reportagens mentirosas." As declarações do porta-voz surgem no momento em que achancelaria chinesa leva um pequeno grupo de jornalistas aLhasa, para uma visita vigiada, na primeira vez em que permiteo ingresso de estrangeiros na região desde os distúrbios de 14de março. Os conflitos de rua aconteceram após alguns dias demanifestações pacíficas lideradas por monges budistas evoltadas contra as políticas chinesas nessa região afastada.Segundo a China, esses atos foram instigados pelo Dalai Lama,que mora no exílio desde o levante malsucedido de 1959 contra odomínio chinês. Turistas, que precisam de vistos especiais para viajar atéa região budista, foram aconselhados a sair dali e jornalistascostumam não ter acesso ao Tibet sem a supervisão do governo. Um grande número de policiais armados manteve os repórtereslonge também das regiões do oeste da China, dominadas pelaetnia tibetana, nas quais vêm ocorrendo protestos. Depois dosconflitos, vários sites que divulgavam notícias sobre essasregiões foram bloqueados. Segundo Qin, os meios de comunicação Ocidentais, quandonoticiaram os conflitos no Tibet, violaram a étnicajornalística e exibiram um "manual de maus exemplos." "Issomostra aos chineses o que significam as chamadas justiça eobjetividade pretendidas por alguns meios de comunicaçãoocidentais." "Isso pode ser algo positivo se pudermos aprender comisso", acrescentou. O site anti-CNN chama a rede de TV norte-americana de "OLíder Mundial dos Mentirosos" e diz travar uma luta para"resistir às vozes e à hegemonia ocidentais". Os Jogos Olímpicos, que ocorrem em Pequim a partir do dia 8de agosto, também se transformaram em um veículo para lançarcríticas contra as políticas chinesas no Tibet, região que osmilitares da China ocuparam em 1950. A Associação dos Jornalistas da China também divulgou umadeclaração, publicada no People's Daily, a voz do PartidoComunista chinês, afirmando que a cobertura da mídia ocidentalsobre os conflitos no Tibet "vai contra os princípios daexatidão e da objetividade".

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