China critica o Dalai Lama em passagem da tocha pelo Tibete

Autoridades do Partido Comunista chinêsda região do Tibete usaram a passagem da tocha olímpica pelacapital Lhasa, neste sábado, para defender seu controle nolocal e denunciar o líder exilado Dalai Lama. A procissão da tocha na cidade acabou sob forte esquema desegurança abaixo das torres do palácio Potala, após ter sidoconduzida diante de uma multidão cuidadosamente selecionada,cerca de três meses após a região ter vivenciado violentosprotestos anti-China. "O céu do Tibete nunca mudará e a bandeira vermelha comcinco estrelas tremulará para sempre acima dele", afirmou olíder do Partido Comumista, Zhang Qingli em cerimônia quemarcou o fim do revezamento da tocha, que durou duas horas eocorreu em ruas rigorosamente vigiadas. "Vamos certamente conseguir esmagar os planos separatistasdo grupo do Dalai Lama", acrescentou ele em frente ao Potala,tradicional sede do Dalai Lama, a figura mais poderosa dobudismo tibetano. A China acusa o Dalai Lama de incitar os protestos erevoltas que ocorreram em Lhasa e depois em várias regiões doTibete em março, em uma tentativa de manchar os Jogos Olímpicosde Pequim, que começam no dia 8 de agosto. O Dalai Lama negatais acusações. A tocha olímpica dos Jogos de Pequim nunca esteve longe dapolêmica. E não fugiu dela em seu trajeto na cidade. Lhasaestava sob um cerco da polícia e havia soldados a cada poucosmetros na rua, vigiando atentamente os grupos de moradoresescolhidos para aplaudir a tocha. As lojas foram fechadas. No começo do revezamento, grupos de estudantes --tibetanose chineses Han-- estenderam faixas sobre as Olimpíadas,mostraram a bandeira nacional chinesa e do Partido Comunista,que leva o desenho da foice e do martelo. "Estamos convencidos de que o revezamento da tocha dosJogos Olímpicos de Pequim em Lhasa estimulará ainda mais oespírito patriótico do povo", afirmou o líder do PartidoComunista na cidade, Qin Yizhi, na abertura da cerimônia dorevezamento, acrescentando que o ato ajudaria a "esmagar osplanos da turma do Dalai Lama". A agência de notícias estatal Xinhua disse que a tochapassou por Lhasa "em um ambiente alegre e pacífico". O objetoagora vai para a província de Qinghai, terra de muitostibetanos étnicos.

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