China dá mais poder a paramilitares perante revoltas

Lei aprovada convoca Polícia Armada a responder a incidentes que "ameaçam segurança nacional"

Efe,

27 de agosto de 2009 | 11h25

A Assembleia Nacional Popular (principal órgão legislativo chinês) aprovou nesta quinta-feira, 27, a primeira lei de organização da Polícia Armada, que fixa as obrigações do corpo paramilitar com 680 mil efetivos, capacitada para enfrentar revoltas populares, informou nesta a agência estatal Xinhua.

 

A nova lei, a primeira dedicada especificamente à Polícia Armada, dará novos poderes a seus efetivos, como, por exemplo, a possibilidade de interrogar suspeitos e de tramitar o transporte público, em caso de emergência. Também poderão ajudar na perseguição e detenção de suspeitos, assim como "responder a incidentes que ameacem a segurança pública", segundo informações prévias da imprensa oficial.

 

A Polícia Armada, criada em 1982, foi o corpo que patrulhou durante semanas as ruas de Lhasa (capital da região do Tibete) e Urumqi (capital de Xinjiang), após as violentas revoltas de tibetanos e uigures registradas, respectivamente, em março de 2008 e julho de 2009.

 

A lei indica que a Polícia Armada, enquadrada nas Forças Armadas, deve participar da resposta a "revoltas, situações caóticas, graves crimes e ataques terroristas", considerados todos eles incidentes que "ameaçam a segurança nacional".

 

O corpo foi originalmente criado para proteger líderes políticos, edifícios governamentais, redes principais de transportes e recursos naturais, mas sua função evoluiu até se transformar no principal corpo antidistúrbio do país.

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