China defende solução política para crise iraquiana

O governo da China defendeu hoje uma solução política para a crise iraquiana, um dia depois de o presidente americano, George W. Bush, ter obtido apoio da Câmara dos Representantes para uma ação militar contra o Iraque sem o apoio da ONU, se julgar "necessário e adequado". "A prioridade neste momento é levar os inspetores de armas da ONU de volta ao Iraque tão logo seja possível e começar a trabalhar calmamente", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. "Ações relevantes do Conselho de Segurança deveriam considerar isto como a meta e contribuir para promover uma resolução política para a questão iraquiana."A China, um dos membros permanentes do Conselho de Segurança, com direito a veto, pode abster-se caso os EUA levem à votação sua proposta de resolução, que amplia os poderes dos inspetores e prevê uma ação militar a serviço da ONU ou de um país membro, se o Iraque não cumprir suas obrigações, entre outros termos considerados ?rigorosos?. As autoridades chinesas têm repetido que Bagdá deveria cumprir as resoluções existentes sobre o retorno incondicional dos inspetores de armas.Na semana passada, um editorial no China Daily (diário oficial em inglês) advertiu o líder do Iraque, Saddam Hussein, de que enfrenta sua última chance de evitar dar aos EUA bases legais para ação. Analistas da política chinesa dizem que o país está dividido entre manter seus laços com o Iraque, assegurando acesso a seu petróleo, e a melhoria de relações com Washington. Os EUA só têm garantido por enquanto o apoio do governo britânico. Rússia e França - os outros membros do Conselho com poder de veto - têm insistido no retorno dos inspetores e se opõem a dar amplos poderes aos EUA para ataque.

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