China demanda esclarecimento da Malásia sobre avião

Parentes dos chineses a bordo do voo MH370, da Malaysia Airlines, marcharam contra a embaixada malaia em Pequim para protestar contra o modo que o país está conduzindo as investigações. Os manifestantes atiraram garrafas de plástico contra a embaixada, tentaram forçar a entrada pelo portão e gritavam que as declarações eram mentirosas.

AE, Agência Estado

25 de março de 2014 | 02h26

Ontem, o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que dados de satélite comprovam que o Boeing 777 se perdeu no Oceano Índico. A companhia aérea afirmou que "sem qualquer dúvida" nenhuma pessoa a bordo sobreviveu. Entre os 239 passageiros, 153 eram chineses.

Já o governo da China demandou que a Malásia entregue os dados de satélite que foram usados para concluir que o avião se perdeu no Oceano Índico sem sobreviventes. "Nós demandamos que o lado da Malásia torne clara a base específica a qual levou a esse julgamento", afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores da China, Xie Hangsheng, ao embaixador da Malásia em Pequim. Até o momento, não houve resposta.

No fim da manhã desta terça-feira, cerca de 100 parentes e apoiadores marcharam para a embaixada com camisas escritas "vamos rezar pelo MH370". "Contem a verdade! Devolvam nossos parentes", gritaram.

Enquanto isso, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, disse nesta madrugada que as buscas no local do acidente estão suspensas por causa das condições climáticas e que devem retornar o quanto antes.

O ministro da Defesa da Austrália, David Johnston, afirmou que as difíceis condições, com ondas de 20 a 30 metros de altura, significam que será improvável alguma identificação dos fragmentos da aeronave por ao menos 24 horas. Ele também declarou que enquanto os objetos não forem identificados como parte da aeronave, tudo é "virtualmente especulação". Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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